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Investimento 6 min de leitura

Visto D2: como empreender e morar em Portugal

O Visto D2 é o caminho de residência para empreendedores e profissionais independentes. Entenda os requisitos, os documentos e os cuidados com o plano de negócio.

Por Leonardo Ferreira Damasceno Silva

Empreendedor organiza notebook e plano de negócio no balcão de um café com azulejos no Porto

O Visto D2 é um visto de residência destinado a imigrantes empreendedores e a profissionais independentes que pretendem desenvolver uma atividade em Portugal. É o caminho mais comum para quem quer abrir um negócio com valores abaixo dos exigidos pela ARI.

Para quem é

  • Quem pretende constituir uma empresa em Portugal ou investir em uma empresa existente.
  • Profissionais liberais ou independentes que vão prestar serviços a partir de Portugal.
  • Quem tem um projeto empresarial viável e consegue demonstrar meios de subsistência.

Há valor mínimo de investimento?

A lei não fixa um valor mínimo de investimento para o D2. O que se avalia é a viabilidade e a credibilidade do projeto: o plano de negócio, a capacidade financeira para executá-lo e os meios de subsistência do requerente durante a instalação. Valores muito baixos ou planos genéricos tendem a enfrentar mais dificuldade.

Documentos usuais

  • Plano de negócio detalhado, com descrição da atividade, mercado, projeções e geração de valor em Portugal.
  • Comprovativos de investimento ou de constituição da empresa (quando já existente) ou de intenção de investimento.
  • Comprovativo de meios de subsistência e de alojamento em Portugal.
  • NIF português, seguro de viagem/saúde, certidão de antecedentes criminais (apostilada) e passaporte válido.

Como funciona o processo

  • Pedido de visto no consulado ou centro de vistos competente no Brasil (por exemplo, VFS Global).
  • Entrada em Portugal com o visto e agendamento na AIMA para a autorização de residência.
  • Renovações periódicas, condicionadas à manutenção da atividade e das obrigações fiscais e de segurança social.

Cuidados importantes

O plano de negócio é a peça central: deve ser realista, coerente com a experiência do requerente e com o mercado português. A assessoria jurídica migratória ajuda a organizar a documentação e a escolher o enquadramento correto (D2, ARI por criação de emprego ou outro visto). Decisões sobre o negócio e investimentos financeiros devem ser avaliadas com profissionais habilitados.

Fontes

Conteúdo exclusivamente informativo, atualizado em outubro de 2026. A Ferreira Advogados presta exclusivamente assessoria jurídica migratória. Não realizamos recomendação, oferta ou intermediação de investimentos financeiros. A elegibilidade depende de análise jurídica individual e da decisão das autoridades portuguesas.

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